17/02/2013 - Mulheres fortes, nação desenvolvida
Dom, 17 de Fevereiro de 2013 17:19
(Correio Braziliense) O crescente empoderamento da mulher, sua importância para a economia global e sua influência positiva nas comunidades fazem com que a humanidade não possa mais se dar ao luxo de concentrar atenção à equidade de gênero somente às vésperas do seu dia internacional. Sem dúvida, a data - 8 de março - é emblemática, por visibilizar sua situação no mundo e tornar pública a busca pela realização dos seus direitos humanos. Mas, no século 21, é notório que esses direitos devam ser discutidos e assegurados diariamente e, de forma mais intensa, quando violados, a fim de garantir o desenvolvimento dos países.
Como já disse a presidente Dilma Rousseff, ícone mundial pelo pioneirismo no governo do Brasil, "as mulheres podem". Se hoje estamos em postos de poder e tomada de decisão, foi porque sonhamos e ousamos romper os limites impostos à nossa condição. Lutamos e conquistamos direitos, os quais não foram concedidos sem enfrentamento constante com o patriarcado.
No governo federal, isso se materializa por meio da Secretaria de Políticas para as mulheres da Presidência da República (SPM-PR). Há 10 anos, as principais reivindicações dos movimentos de mulheres e feministas foram incorporadas à gestão pública. E seguem, cada vez mais, espalhando-se para as administrações de estados e municípios.
Não se pode fazer política pública sem incluí-las. As políticas serão efetivas somente quando elas estiverem inseridas não apenas como público beneficiário, mas como cidadãs. É o que demonstram os resultados dos principais programas sociais: Bolsa Família, Brasil Sem Miséria, Brasil Carinhoso, Assistência Integral à Saúde da Mulher, com destaque para o rede cegonha e a prevenção dos cânceres de colo de útero e de mama, o Minha Casa, Minha Vida e a rede de enfrentamento à violência contra as mulheres. Esses são bem-sucedidos porque até os não específicos focam, entretanto, nelas e estimulam sua autonomia econômica, da casa ao mundo do trabalho.
De olho nas mudanças sociais, a SPM-PR levou para o interior do governo a demanda de incentivo ao ingresso e à valorização em carreiras tecnológicas e formação continuada, o que se revelou nos programas Mulher e Ciência, Brasil sem Miséria, Pronatec (Programa Nacional de acesso ao Ensino Técnico e Emprego), Gênero e Diversidade na Escola e Gênero e Raça nas Políticas Públicas. A secretaria abriu diálogo e mantém colaboração com empresas privadas e públicas, por meio do Pró-Equidade de Gênero e Raça, para fomentar o respeito às identidades e a ascensão a cargos executivos.
O combate à violência de gênero - outro tema histórico de atuação da sociedade civil - entrou com força na agenda do governo federal há uma década. Em 2005, foi criada a Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180. Na sequência, sancionou-se a Lei Maria da Penha, a Lei nº 11.340/2006, que se tornou referência mundial, segundo a ONU. Um ano depois, instituiu-se o Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra as mulheres. Atualizado, esse último estabelece a cooperação entre os governos federal e estaduais, tribunais de Justiça, ministérios e defensorias públicas para prevenção e resposta contra a impunidade da violência de gênero, obstáculo à liberdade feminina.
Com mais de 3 milhões de atendimentos, o ligue 180, há pouco mais de um ano, está disponível na Espanha, na Itália e em Portugal. Até o fim de 2014, chegará a mais 10 países destinos de brasileiras que estejam em situação de violência doméstica e familiar ou de tráfico e exploração sexual. Nesse período, serão ampliados serviços especializados no Brasil, inclusive em regiões de fronteira.
Antes privada e sem autorização social para que fosse sequer debatida, a violência de gênero, hoje, é pública, assim como a urgência do seu enfrentamento. Sob a liderança do governo federal, a ação do Estado brasileiro passou a ser mais efetiva, inclusive para a responsabilização de agressores, tanto judiciária, quanto financeira (ressarcimento das indenizações pagas pela Previdência às vítimas ou aos descendentes). E para a libertação de brasileiras aliciadas e em condição de escravidão sexual na Europa, a exemplo de dois casos recentemente denunciados à SPM, por meio do ligue 180, os quais desencadearam operações da Polícia Federal em cooperação com embaixadas e polícias internacionais. Aliás, nesse tema, é preciso repetir à exaustão: o fundamental é não ter medo ou vergonha de denunciar, denunciar e denunciar.
A poucos dias do 8 de Março, temos a convicção de que precisamos avançar mais ainda e, ao mesmo tempo, de que estamos no caminho para que as brasileiras vivam livres de quaisquer formas de discriminação - valendo isso para negras, indígenas, brancas, rurais, urbanas, jovens, idosas, lésbicas, ativistas, políticas, trabalhadoras, entre outras. Direitos são reais quando o conjunto de cidadãs e cidadãos pode exercê-los da mesma maneira. Com mulheres fortalecidas em suas potencialidades e escolhas, seremos uma nação desenvolvida, sem miséria e sem violência.
Eleonora Menicucci éministra de Estado Chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República
Acesse em pdf: Mulheres fortes, nação desenvolvida, por Eleonora Menicucci (Correio Braziliense - 17/02/2013)
Você está antenado na moda? Pois nós estamos. A maioria dos consumidores já decretou que não quer produtos que estejam envolvidos com o desmatamento das florestas ou com a poluição tóxica dos rios. Mesmo assim, a indústria têxtil ainda não se adaptou totalmente aos desejos do mercado.
Para zelar pela vontade do público, nós montamos um ranking com as maiores marcas de alta costura da França e Itália, cobrando que elas adequem suas políticas de produção à conservação do meio ambiente.
Sapatos, bolsas e cintos que circulam o mundo inteiro nos armários das pessoas muitas vezes provêm do gado que habita áreas desmatadas ilegalmente na Amazônia, ou vêm fazendas que invadiram áreas protegidas ou que possuem trabalhadores em condições análogas à escravidão.
Para mudar esse cenário e incentivar as boas práticas no mundo da moda, propomos um duelo entre as maiores empresas internacionais. Quem sai ganhando são as florestas e as águas. Como consumidor,contamos com você para cobrar ações concretas das suas marcas preferidas.
Você também pode ajudar a interromper essa cadeia criminosa aqui no Brasil. Compartilhe a petição pela lei do Desmatamento Zero e proteja nossas florestas.
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Brasil já ocupa o terceiro lugar em consumo de produtos de beleza
Em seis anos, o gasto com serviços de cabeleireiros no Brasil cresceu 44%. O país já ocupa o terceiro lugar no consumo de produtos de beleza, atrás dos Estados Unidos e Japão. Em termos de inovação, o país também não fica atrás.
A primeira loja foi aberta em 1992 e hoje a rede especializada em cabelos crespos e ondulados conta com 1.500 colaboradores. De acordo com a gerente-geral de Desenvolvimento Humano do Beleza Natural, Ana Claudia Venturini Rizzetom, todos os profissionais da rede são treinados antes de começar a trabalhar.
“Hoje temos um padrão de processos, com o atendimento segmentado em nossos salões. Isso facilita a capacitação de profissionais. Todos são treinados antes de entrar na empresa. Nossa seleção é mais focada em valores e atitudes do que em experiência. Cerca de 90% das pessoas que selecionamos são para o primeiroemprego e 70% das meninas são clientes que já conhecem nossa cultura e o resultado do produto”.
Além de ter uma fábrica própria para os produtos, Ana explica que a rede padronizou os processos. “A Zica acompanha e opina o tempo todo. Mas hoje temos todas as técnicas inventadas e padronizadas por ela em manuais e treinadoras capacitadas. Acredito que estamos à frente neste mercado, pois somos especializados e cada produto, cada serviço, cada novidade [são pensados e formatados] depois de ouvir nossas clientes”.
Fonte: EBC
Entrevista o Artista Plástico Wander Marcilio – WM Atelier
Entrevista o Artista Plástico Wander Marcilio – WM Atelier
15:17
Entrevista o Artista Plástico Wander Marcilio – WM Atelier
-O que você entende de economia
criativa ou da cultura?
WM - É a capacidade de transformação de
criatividade em produtos, idéias, que possibilitem a geração de renda por parte
de cada ser criador e possa também gerar oportunidade para que comunidades,
associações, cooperativas, cidades possam se desenvolver e com isso gerar
emprego e o bem estar a elas.
Idéias voltadas para os bens culturais surgem de
uma capacidade de criação e isso pode transformar uma região. Exemplo disso é o
artesanato em que cidades inteiras se dedicam a criar peças que são vendidas em
cidades maiores, gerando emprego e renda permitindo assim que a qualidade de
vida desta região cresça
WM- Desde que iniciei com a ceramica já falava sobre a forma primitiva em que fazia as peças e como se dava o resultado. O trabalho com os quatro elementos da natureza (terra, fogo, água e ar) me deixava entusiasmado, pois nunca se sabe o resultado de uma peça que está no forno, é sempre uma incógnita. Hoje sem dúvida alguma falo que não tenho mais um trabalho e sim um prazer enorme com ele. Com total certeza, hoje vejo isto, meu trabalho é muito inspirado na arte africana, nos ancestrais, na indumentária, nos escudos, tudo me remete ao meu trabalho e olhe que fazia isto sem ter uma fonte de busca e sim instintivamente. Quando olha algo que fiz há alguns anos atrás e vejo quanto era similar a peças que hoje eu vejo de origem africana, me pergunto como se deu isso. . .
-O que o levou a ser ceramista, e porque biojoias e decoração?
WM- Foi uma materia- prima que surgiu na minha vida
meio que sem muitas pretenções, pois eu trabalhava no sistema e era somente uma
forma lúdica de externar minhas emoções. Daí a medida em que ia brincando com a
argila, ela se transformava em objeto de desejo, contornos, formas e desenhos
se misturando com a assimetria das peças que era o que eu mais gostava.
Primeiro veio a bijouteria, que era a forma mais simples de eu transformar a
argila e daí aquela mistura com o fogo que sempre me seduziu. Com o passar do
tempo e a experiencia com a transformação dos materiais, fui desenvolvendo o
trabalho passando assim a construção do meu próprio estilo, com execução de
obras que até entitulava. Sempre na busca por materiais para agregar valor a
ceramica, as peças foram se transformando em biojóias, cuja idéia era fazer com
que as pessoas que as usassem, pudessem sentir até a impressão de estar usando
uma obra de arte. Há alguns anos enveredei por novas perspectivas, abordando
temáticas usuais ao trabalho e assim surgiram as peças utilitárias e
decorativas sempre buscando do primitivo ao contemporâneo e hoje estas peças
vão tanto da biojóia, à pratos utilitários, à decoração de ambientes e
exteriores, passando por elementos de pura subjetividade.
-Cidades nas quais já expos?
WM.- Meus trabalhos ja foram expostos tanto em Minas em cidades como Belo Horizonte, Tiradentes, Ouro Preto, São João del Rey, etc., quanto noutros estados em feiras e coletivas tipo Rio de Janeiro, São Paulo, Angra dos Reis, Maceió, Aracaju, Fortaleza, Florianópolis. . . Nos países por onde passei constam exposições e eventos em Munique, Zurick, Buenos Ayres, Córdoba, Oslo, Moldee.
WM.- Meus trabalhos ja foram expostos tanto em Minas em cidades como Belo Horizonte, Tiradentes, Ouro Preto, São João del Rey, etc., quanto noutros estados em feiras e coletivas tipo Rio de Janeiro, São Paulo, Angra dos Reis, Maceió, Aracaju, Fortaleza, Florianópolis. . . Nos países por onde passei constam exposições e eventos em Munique, Zurick, Buenos Ayres, Córdoba, Oslo, Moldee.
-A distribuição se dá como?
WM- Com relação a arte em geral o Brasil ainda está
muito aquém de alguns países onde este setor é muito mais valorizado e os
investimentos fazem com que o artista seja reconhecido pelo talento, não pelo
nome. Vejo que com a entrada de materiais oriundos de países de mão de obra
quase escrava, está acontecendo um fenômeno quase planetário, que vai desde o
artesanato onde países como Bolivia, Peru, Indonésia, Bali, China exportam para
muitos países toda gama de produtos que fazem com que o setor de produção,
quase desapareça. É o caso da Feira de Artesanato de Belo Horizonte, do Rio em
Ipanema para não sitar outras em que o artesão hoje quase não produz mais e sim
fica a merce de revender trabalhos e ou alugar seus espaços para quem revende.
É um pesar ver isto acontecer ainda mais pra quem tem a convicção de viver de
seu trabalho de produção própria. Em países em que expuz é claro o interesse
por peças feitas artesanalmente e quando voce fala que é brasileiro o olhar é
muito especial e falam que os melhores artistas são os de nosso país. Eles teem
politicas bem claras com relação às artes e aos artistas, mas não posso falar
de uma totalidade de países e sim em alguns em que eu andei.
-A distribuição se dá como?
WM- Depois de 22 anos trabalhando e vendendo em
feiras, eventos, hoje toda minha produção é vendida em lojas de Paraty, Ilha Grande,
Rio de Janeiro e Belo Horizonte e uma pousada em Ilha Grande. Há grandes
eventos também em que vou pessoalmente, pois me faz muito bem o contato direto
com o público e ver o nos olhos das pessoas a resposta de toda a possibilidade
do meu trabalho.
-Precisamos organizar a economia da
cultura negra, porque?
WM- Hoje em dia a necessidade de organizarmos a
economia em todos os setores é fundamental para que possamos ter visibilidade e
assim vendermos tanto nossos produtos, quanto nossas ideias e não somente de
forma local, mas que possam ser repassadas as locais de grande visibilidade.
Assim também a cultura negra vai se desenvolvendo e organizando-se toda a
cadeia, isso sim possa fazer com que os grandes responsáveis pela formação de
opinião deem mais atenção à nossa grande qualidade criativa e não somente
sirvamos para reproduzir o que eles querem que seja consumido. Temos sim hoje
em dia um grande mercado consumidor, que pode a cada dia desenvolver-se a
partir de nossas próprias perspectivas de transformação e capacitação de
indivíduos com crescente potencial de criatividade.
Aos 39 anos, atriz está cheia de projetos: organiza
o evento sustentável Rio Eco Moda, em novembro, prepara musical infantil e quer
voltar às novelas.
Giovani Lettiere do EGO, no Rio
Desde o fim de 2011, quando gravou uma
participação longa na novela “Fina Estampa” e surgiu bem diferente na tela –
com peruca ruiva e mais magra -, Isabel Fillardis enfrenta boatos de que
estaria com problemas de saúde. “Falaram de tudo,
que tinha colocado até preenchimento nos lábios, mas a projeção aconteceu por
conta de um aparelho nos dentes para corrigir problema na mandíbula causado
pelo bruxismo (ranger de dentes, prejudicial, durante o sono). Aparecia na
novela de peruca com fios lisos. Fiquei uma pessoa que não era daqui. Com uma
cara diferente, mas foi um pouco demais. Sou atriz, não me meto no visual da
personagem. Mas estou bem de saúde e meu cabelo não é peruca. É natural. Tem
gente que chega a colocar a mão nele e puxa para ver se é megahair. Não tem
aplique, é fruto de tratamento e boa alimentação”, desabafou a vaidosa atriz,
que ostenta agora fios cacheados, no melhor estilo black power, no tom
chocolate. “Com o sol, fica meio avermelhado”, explica ela, que faz hidratação
a cada 15 dias, usa bons xampus, corta de três em três meses, mesmo período
para a aplicação da tintura. “Uso também um ativador de cachos”, revelou.
O único problema de saúde que enfrenta,
há 11 anos, é uma tireoidite de Hashimoto (doença autoimune, uma inflamação da
glândula tireoide causada por erro do sistema imunológico, que produz
anticorpos contra células da tireoide), que está sob controle e um tanto comum
em mulheres. “Essa doença mexe com o humor, com os hormônios, e com o apetite.
Tenho que me cuidar e acabei comendo menos. Emagreci muito na época da novela.
Já estava magra e perdi mais 2kg. Agora estou bem e fazendo atividade física.
Faço aeróbico e pilates. Tomo os remédios e está tudo sob controle. Mas na
época a minha vida virou um inferno, pois meu rosto é marcado. Sou bem
aventurada. São invejosos”, detonou Isabel, que hoje tem 58kg distribuídos por
1,72m.
Boataria chateia a atriz
Isabel assume que fica chateada com a boataria envolvendo sua saúde. “Me
incomoda. Sei o que eu sou e quem eu sou. São pessoas que não me conhecem. São
adolescentes que esbanjam falta de respeito na internet. E uma falta de
delicideza também. Mas deixei isso para lá”, garantiu a atriz, que só sai de
casa maquiada.
O foco de Isabel no momento é o evento
sustentável Rio Eco Moda, que acontecerá em novembro – em data ainda a ser
definida – no galpão de sua ONG Doe Seu Lixo, que ela mantém há 11 anos no
Santo Cristo, na Zona Portuária do Rio, e emprega 80 pessoas em projetos de
reciclagem. Serão desfiles com roupas e acessórios que não agridem ao meio
ambiente, como tecidos orgânicos e outros materiais recicláveis, e debates.
“Com o evento, pretendo ajudar na mudança de comportamento também nessa área. É
possível se vestir ecologicamente correta hoje em dia e ficar bem fashion,
na moda“, diz ela, que pretende colocar o projeto
no mesmo patamar do Fashion Rio. “É um mercado que aumenta cada vez mais e
quero mostrar as roupas lindas e de qualidade que têm sido feitas,
principalmente, por cooperativas”, completou.
Isabel Fillardis (Foto: Marcos Serra Lima/EGO)
O preço mais salgado das peças pode ser
barateado, segundo Isabel, com o aumento do conscientização e,
consequentemente, do consumo. “Hoje em dia, a produção ainda é muito pontual. É
mais caro pois não tem tanta saída. Ainda. Mas à medida que vai se ampliando a
variedade, a qualidade e o conforto, tende a ficar mais barato. Querer mudar a
sociedade pode parecer arrogante, mas é altamente possível”, torce ela, que tem
mudado, aos poucos, seu guarda-roupa e pensa até em ter uma grife de roupas
sustentáveis.
Em 2013, a atriz pretende voltar à TV.
“Fiquei dois anos fora do ar antes de fazer ‘Fina Estampa’. Não deu nem para o
buraco do dente (risos). Foi um intervalo longo, agora quero dar um gás.
Estou aguardando convites, mas deixo as coisas acontecerem naturalmente. Vou
tocando meus projetos. Nunca pensei em ser atriz. Já estava atriz quando me vi
atriz. Me formei depois. Com a carreira musical foi a mesma coisa. Comecei como
modelo. Estou esperando meu novo ciclo”, planeja Isabel que, no começo de
setembro,reencontrou suas colegas do grupo
As Sublimes, o qual integrou entre 1993 e 1995, quando também
estreou na TV, na novela “Renascer”.
Talento para cantar vai para os
musicais
Apesar dos apelos do público, a volta do quarteto está descartada. “Mantemos a
amizade. Foi uma época boa. Mas cada uma seguiu seu caminho. Valesca foi para o
teatro e está no elenco do musical ‘Tim Maia’. Carlota é mais caseira e canta
com o Revelação. Flávia está lançando um CD. Não sei se eu vou cantar de novo.
Vou usar meu canto no teatro musical. Estou trabalhando num projeto inspirado
no livro do Ziraldo ‘A Turma do Pererê’, que tem uma pegada sustentável, e
também num outro, com pérolas musicais brasileiras escondidas”, antecipou
Isabel.
Casada há 12 anos com o advogado e
engenheiro ambiental Júlio Cesar Santos e mãe de dois filhos – Analuz, de 11
anos, e Jamal Anuar, de 9 -, Isabel está feliz na relação, mas não pensa em
aumentar a família. “A fábrica está aqui acordada. Se acontecer, será
bem-vindo. Mas não penso em ter mais filhos. De repente, quem sabe uma
adoção?”, cogita a atriz.
Fillardis não quer filhos na TV
Ela confessou que não quer os filhos na carreira artística. “Analuz está numa
fase muito criativa. Uma hora quer fazer gastronomia. Noutra, diz que quer
fazer escola de artes, mas só se for fora do Brasil. Pensa ainda em ser
veterinária, mas tem medo de cachorro! Já falou também em pediatria. Mas não
digo nada. Vou apoiá-la no que ela quiser. Mas, para ser bem franca, não a
incentivo a seguir a carreira artística, não. Quero que ela desperte por si
só”, explicou Isabel, que comemora ainda o fim da “fase de perigo” de Jamal, o
caçula, que sofre com a síndrome de West, tipo raro de epilepsia. “Jamal tem as
sequelas da doença. Mas agora está com uma melhor qualidade de vida. Segura copo,
mastiga e vai ao teatro. Teve muitos avanços. Ele não fala, mas tem
compreensão. É muito carinhoso e amoroso. Está na escola e cheio de
amiguinhos”, comemorou a mãe coruja.
Fiquei dois anos fora do ar antes de
fazer ‘Fina Estampa’. Não deu nem para o buraco do dente”
Isabel Fillardis
Um novo ensaio de nudez às vésperas dos
40 anos só seria possível se ela pudesse suplantar o de novembro de 1996. “Não
penso em posar nua de novo. Tem que ser uma proposta bem tentadora. Fiz meu
ensaio no Marrocos com fotos lindas. Agora, teria que fazer melhor, escolher um
outro lugar exótico. Acho que seria difícil nos tempos de hoje. Melhor deixar
para lá”, ponderou ela, com tudo em cima, graças à malhação com personal
trainer. “E faço drenagem linfática de 15 em 15 dias também e vivo no
dermatologista. Gosto de estar sempre bonita”, assumiu.
Agradecimentos:
Ministério do Meio Ambiente – Instituto
de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Grifes Green Co., Natural Cotton Color, e Silvia Blumberg (joias)
Muca de Souza (maquiagem
Relevância
da Moda afro-brasileira
Quando se observa
a moda contemporânea tem sido visível no processo criativo dos designers, uma
busca de referências em diversos grupos étnicos representados em forma de estampas ou de réplicas de vestimentas que, ao
serem utilizadas, fazem com que o sujeito se identifique, e busque uma forma de
interagir com determinada cultura. As peças
desenvolvidas, embora possam estar vinculadas ao passado, ganham novos sentidos
através do olhar do designer e dos consumidores do presente. O uso de roupas que trazem elementos de outras
culturas e de outras épocas representa uma parte da identidade do indivíduo, ou
seja, o sujeito se reconhece, pelo menos no momento em que escolhe aquela
vestimenta, como pertencente a uma realidade muitas vezes não vivida por ele,
mas que ele compartilha através do uso de alguma peça, afirmando dessa forma
sua criatividade e individualidade ou até mesmo sinalizando uma associação ou
posição dentro de um grupo ou cultura.
Compreende-se,
assim, que a moda enquanto fenômeno social, econômico, cultural, e
comportamental de produção simbólica, é uma ferramenta importante para a
construção de nossa identidade e se torna cada vez mais presente no cotidiano
das sociedades modernas, interferindo, transformando e remodelando-as. No que
se refere à moda como meio de construção da identidade, Cidreira (2005) em sua
obra “Os sentidos da moda”, afirma que a moda dá conta de certa estruturação simbólica
própria de uma determinada cultura. Se fazemos de nosso corpo uma auto-imagem,
significa que, ao vestirmo-nos, estamos contando uma história: de onde viemos
(ou gostaríamos de vir) e para onde vamos (ou gostaríamos de ir). É essa
história que contamos através de nosso corpo que o torna mediador entre o
físico e o social e que configura nossa inscrição em uma determinada cultura.
Logo, no design de moda quando se busca referências da ancestralidade e se
explora, por exemplo, temas africanos que remetem a afirmação dos valores da cultura afro-brasileira ocorrem um processo de transmissão de informações e de
conseqüente identificação entre grupos, e o vestuário acaba sendo um
instrumento de significações e comunicação entre culturas e grupos sociais.
Nessa perspectiva a moda afro-brasileira tem
relevância pelo fato de dar a oportunidade ao designer de
se desvincular dos padrões estabelecidos pela moda, ou seja, o criador das
peças e dos adornos acaba por produzir alternativas ao coletivo com
possibilidades de mais ousadia por se pautarem em questões que não se limitam
somente ao universo das tendências e se destaca pela busca da identidade em
contextos legítimos da sua cultura, na contramão das tendências hoje
globalizadas. Dessa forma, ele se torna capaz de propor produtos que não são
tão previsíveis, interferindo em nossa subjetividade de uma maneira inovadora,
já que oferece novas soluções que escapam daquilo que já está saturado. E as pessoas
que consomem esses produtos, por sua vez, enxergam nessas peças um referencial
e se identificam.
É importante
ressaltar que a moda afro-brasileira embora seja influenciada por referências
da matriz africana, apresenta em sua produção elementos contemporâneos, visto
que não se trata de uma moda folclórica. No desenvolvimento dos produtos, a
África torna-se referência para a concepção das peças, porém ainda que os designers se movam a partir
das referências africanas, no seu processo criativo e na formulação dos seus
objetos o olhar se volta para o cotidiano.
Nesse sentido o que se observa é que a moda afro-brasileira precisa
saber respeitar suas referências, porém, modernizando seus conceitos, ou seja, oferecendo
produtos que valorizem tanto os aspectos estéticos como funcionais, dialogando
com a matriz africana, todavia apresentando elementos enriquecidos e
transformados pelo contato direto com a cultura brasileira , que se adequem aos
diversos ambientes sociais e seja voltada para pessoas que admiram, respeitam e
se identificam com a cultura afro-brasileira.
A partir dessa discussão fica clara a idéia
de que moda não é simples vestimenta, ela expressa valores, hábitos, costumes,
tanto coletivos, quanto individuais. Ela não é feita só pelo grupo social em
que está inserida, nem apenas por um único indivíduo, sem nenhuma influência; não
é apenas de quem criou e nem só de quem usa e transforma as peças. A moda é prática coletiva com dimensão subjetiva. Com
isso a roupa vai além do sentido de cobrir e proteger o corpo, criando um
mundo de imagens e significados visuais, dando a possibilidade
do sujeito criar a si próprio ou construir novas identidades.Segundo Marie
Louise Nery, em seu livro - A Evolução da Indumentária: “Todo homem, selvagem
ou civilizado, possui uma alma coletiva na qual repousam todas as formas de
arte, recebendo influências também na cultura de outros povos, que se reflete
no modo de vestir” (NERY, 2007) ,ou seja, a roupa se aproxima da necessidade de
conformação da identidade, em um movimento que privilegia de certa forma a
individualidade, mas é também capaz de promover o pertencimento a um
determinado grupo.
Em linhas gerais, é
com o olhar voltado para a construção de significados e sentidos em torno da
diversidade cultural apresentados pela moda afro-brasileira que se deve
discutir e compreender a sua representatividade com o intuito de perceber e
valorizar a influência da cultura da matriz africana em nossa sociedade, favorecendo
dessa forma, a constatação de que observando mais de perto essa cultura é
possível desenvolver uma moda contemporânea, rica e com grande personalidade. Nesse
sentido, é importante ressaltar que os profissionais envolvidos na concepção e
desenvolvimento de peças com inspiração afro-brasileira devem levar em conta
que mesmo sendo produtores estão inseridos na sociedade, e como seres sociais,
precisam interagir, refletir, interpretar, participar das transformações,
propor novos olhares além de compartilhar suas experiências com outros
produtores, cada qual com sua própria forma de produzir e contribuir com a
renovação e transformação da sociedade.
CLAUDIA TRINDADE –
Publicitária, Mestranda em Desenho, Cultura e
Interatividade. UEFS/BA
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CIDREIRA, Renata
Pitombo. Os sentidos da moda: vestuário, comunicação e cultura. São
Paulo: Annablume, 2005.
NERY, Marie
Louise. A Evolução da Indumentária: subsídios para a criação de figurino.
Rio de Janeiro: Senac Nacional, 2007.
HOLANDA, S. B. Raízes do Brasil, São Paulo: Companhia das Letras,
1995, edição 26.
VALENTE, A. L. E. F. Ser negro no Brasil hoje, São Paulo: Editora
Moderna, 1991, edição 8.


